Perguntas Freqüentes em Vacinação da Criança
Por que algumas vacinas não estão disponíveis nos postos de saúde?
As vacinas oferecidas pelo Ministério da Saúde integram o calendário básico de vacinação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que é elaborado com base nas prioridades da saúde pública. Existem, entretanto, outras vacinas que também são importantes para a proteção de seu filho.
As vacinas das clínicas são eficientes?
Sim, desde que armazenadas e aplicadas conforme normas técnicas, válidas para clínicas e postos de saúde. Por segurança, recuse vacinas armazenadas em “frigobar” ou em ambientes sem temperatura controlada 24 horas por dia.
As vacinas podem causar eventos adversos?
Sim, geralmente leves e passageiros. As vacinas atenuadas (varicela, tríplice viral e febre amarela) podem 5 a 10 dias depois da aplicação, causar o surgimento de sintomas semelhantes aos das doenças contra as quais protege, mas isso é raro. Já as outras vacinas (inativadas) podem causar febre e reações locais (dor, vermelhidão e edema) nas primeiras 24 a 48 horas. Reações mais graves são muito raras.
O prematuro deve ser vacinado?
Sim, na idade cronológica, como os outros bebês, com ressalvas que devem ser observadas pelo pediatra.
Em caso de atraso, deve-se reiniciar o esquema de vacinação?
Não, basta completar o esquema previsto para a vacina em atraso.
Por que os pais também devem se vacinar?
Para prevenir doenças que podem transmitir (sem saber) aos bebês antes que eles estejam protegidos delas pelas vacinas. Além disso, a mulher durante a gestação, transmite anticorpos que protegem o bebê por cerca de 1 ano.
Quais são as hepatites preveníveis por vacinas e como proteger meu filho?
Hepatite A – é transmitida através de água e alimentos contaminados ou pelo contato com o doente. A vacina está indicada para crianças a partir de 1 ano, em duas doses, com intervalo de seis meses.
Hepatite B – é transmissível sexualmente e pelo contato com sangue, que pode ocorrer, por exemplo, durante uma brincadeira de criança, no dentista ou durante o parto. O esquema vacinal deve ter início nas primeiras 12 a 24 horas de vida, para prevenir a hepatite neonatal que em mais de 90% dos casos evolui para hepatite crônica. Em qualquer idade, são necessárias três doses da vacina.
Vacinei meu filho contra hepatite B na maternidade, quando devo dar a segunda dose?
Com 1 ou 2 meses de vida. Uma opção é a vacina combinada HEXA, que elimina uma injeção e pode ser aplicada aos 2 meses de vida.
O que é Rotavírus e como proteger meu filho?
É a principal causa de diarréia grave na infância. Os casos graves ocorrem principalmente em crianças com até 2 anos. Outros agentes podem causar diarréia, mas, com a vacina contra o Rotavírus seu filho estará protegido contra a causa mais comum. O bebê deve receber a primeira dose a partir de 6 e antes de 14 semanas de vida. A segunda, 1 a 2 meses depois – nunca após 24 semanas e 15 dias.
Vacina BCG, e se não deixar marca?
Após aplicação da BCG, geralmente ocorre a formação desejável de uma lesão ulcerada (um pequeno tumor). O tempo de evolução desta lesão é de 6 a 12 semanas, podendo chegar a 24 semanas. A não formação desta lesão após 6 meses da aplicação, pode indicar a necessidade de nova dose da vacina.
Difteria, Tétano e Coqueluche: quais as vacinas disponíveis?
As vacinas Tríplices Bacterianas protegem contra as três doenças. A de células inteiras está disponível na rede pública, existindo em combinação com a Hib (Tetra-Hib). A Tríplice Acelular existe na rede privada. Esta vacina produz menos reações adversas graves, menos dor no local da aplicação, e existe em combinações com outras vacinas, como TETRA, PENTA e HEXA.
Doenças pneumocócicas, como proteger meu filho?
A infecção pneumocócica é causa de meningite, pneumonia, sepse e otite média, entre outras doenças graves. Bastante comum em crianças menores de 5 anos, costuma ser mais grave antes dos 2 anos de idade. Por isso, a recomendação das sociedades médicas (SBP e SBIm) é a de vacinar rotineiramente as crianças com a vacina pneumocócica conjugada o mais precocemente possível, a partir dos 2 meses de idade. Esta conduta é particularmente importante, pois, quanto mais jovem a criança, maior o risco de ser acometido por doenças pneumocócicas invasivas e maior a mortalidade e a possibilidade de seqüelas.
Quais vacinas existem contra o pneumococo?
Atualmente, existem 2 vacinas contra o pneumococo – a pneumocócica 23 valente e a pneumocócica conjugada 7 valente.
Vacina Pneumocócica 23 valente – não é eficaz para crianças menores de 2 anos e é pouco eficaz em crianças de outras idades: produz baixa resposta imunológica e proteção de curta duração. Por isso, esta vacina está indicada de rotina somente para idosos e pacientes com alguma doença de base.
Vacina Pneumocócica 7 valente conjugada – tem excelente eficácia a partir de 2 meses de idade. Protege contra sete tipos de pneumococos agressivos e resistentes a antibióticos e confere imunidade por longo prazo.
Qual dessas vacinas pneumocócicas meu filho deve tomar?
Até os 10 anos de idade: a pneumocócica 7 valente conjugada.
Crianças maiores de 24 meses, se consideradas de alto risco – com doença de base (anemia falciforme, outras doenças do sangue, infecção pelo HIV, doenças crônicas cardíacas e pulmonares, imunodepressão, doença renal, transplantados), devem, depois de completado o esquema da 7 valente, receber também uma dose da 23 valente.
Meningites bacterianas: o que são e como proteger meu filho?
São processos inflamatórios e infecciosos das membranas do cérebro. Na infância, os principais agentes causadores são: Hemófilos influenza tipo B (Hib), meningococo e pneumococo.
A vacina conjugada contra o Hib (doença rara graças a imunização em massa) integra o calendário básico de vacinação e está incluída nas vacinas combinadas (TETRA, PENTA e HEXA).
A vacina conjugada contra meningite meningocócica tipo C tem eficácia elevada (inclusive em menores de 1 ano) e confere proteção prolongada, ideal para crianças a partir dos 2 meses de vida.
Contra o meningococo existem ainda outras 2 vacinas – as vacinas polissacarídicas (A/C e B/C) conferem proteção por cerca de 4 anos, não induzem memória imunológica, e não são eficazes em crianças abaixo de 2 anos. São indicadas apenas em situações de epidemia ou em casos de viagens.
Contra a meningite pneumocócica, existe a vacina pneumocócica 7 valente conjugada, que é recomendada para todas as crianças a partir dos 2 meses de vida.
O que é varicela (catapora)?
É uma infecção altamente contagiosa causada pelo vírus varicela zoster. Pode ser causa de infecções bacterianas, que exigem o uso de antibióticos e que podem levar, mesmo que raramente, a internações e óbitos. Costuma ser mais severa em adolescentes e adultos. Durante a gravidez pode resultar em malformações do feto e aborto.
Quem não pode se vacinar?
Indivíduos com quadro febril agudo, com doenças ou tratamentos que levem à imunossupressão (diminuição da imunidade), gestantes ou pessoas com alergia a algum dos componentes da vacina (ex. neomicina).
Quando devo vacinar?
A primeira dose deve ser aplicada a partir dos 12 meses de idade. A segunda, indicada para aumentar a proteção contra as formas brandas da doença, deve ser aplicada entre os 4 e 6 anos de idade. Crianças mais velhas, devem receber a segunda dose com intervalo mínimo de 4 meses depois da primeira.
Existe vacina que pode ser aplicada em bebês a partir e 9 meses que vivem em situações de maior risco para varicela: contato intenso com outras crianças.
Adolescentes e adultos que não tiveram a doença devem ser vacinados com duas doses com intervalo de dois meses.
Uma vez em contato com o doente, a vacina ainda é eficaz?
Se aplicada até 72 horas após a pessoa ter contato com doentes de catapora, a vacina tem uma boa possibilidade de evitar ou amenizar a doença.
Sarampo, Caxumba e Rubéola:
Quem precisa e quando se vacinar?
A primeira dose da vacina Tríplice Viral está indicada a partir dos 12 meses de vida. A segunda, entre 4 e 6 anos de idade. Quem não recebeu duas doses da vacina na infância, deve se vacinar a qualquer momento.
Quem não pode se vacinar?
Indivíduos com quadro febril agudo, com doenças ou tratamentos que levem à imunossupressão, gestantes ou pessoas com alergia a algum dos componentes da vacina (neomicina e kanamicina).
Gripe: quando vacinar?
A partir dos 6 meses. Os bebês possuem maior risco de apresentar as complicações da doença, como pneumonia, otite média, bronquiolite, acometimento muscular e manifestações do Sistema Nervoso Central. Além disso, crianças em idade escolar apresentam alta taxa de infecção (15 a 40%), adquirem e transmitem o vírus com mais freqüência e por mais tempo, tendo papel crucial na disseminação da gripe na família e na comunidade. Adolescentes, adultos e idosos também devem ser vacinados, preferencialmente entre março e maio, antes da “estação da gripe”.
Quem não pode se vacinar?
Alérgicos a ovo de galinha ou a outro componente da vacina (dependendo do fabricante).
A vacina pode causar gripe?
Não. Os eventos adversos que a vacina eventualmente pode causar são em geral leves e no local da aplicação (eritema, enduração e dor). Reações sistêmicas também são leves, raras e incluem febre baixa, dor no corpo e mal estar de 6 a 12 horas após a aplicação, com duração menor que dois dias.
A vacina é eficaz?
Sim, contra a gripe (vírus influenza), mas não imuniza contra os resfriados (vírus sincicial respiratório, rinovírus, etc.).
Qual o esquema de vacinação?
No primeiro ano, as crianças com até 9 anos de idade devem receber duas doses, com intervalo de um mês. Para os demais, dose única anual. Todos precisam receber uma dose de reforço anual.
Devo vacinar minha filha contra o HPV?
Sim. O Papilomavíus Humano é muito comum (metade da população adulta em todo o mundo já foi ou será infectada por algum tipo de HPV em algum momento da vida). Este vírus está relacionado com praticamente 100% dos casos de câncer do colo do útero e verrugas genitais. A principal via de infecção é o contato sexual, por isso é importante vacinar entre 11 e 12 anos, bem antes de se iniciar a atividade sexual. |